Como estou agora?
Difícil saber...
Não ter minhas emoções manipuladas é uma experiência esquisita.
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11 outubro 2011
Infância
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras.
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala - nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu...Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro...que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras.
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala - nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu...Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro...que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
Carlos Drummond de Andrade
Decisão
Não mais
Nada do que você diga
Poderá mudar o que passou
Nada do que faça lhe trará o meu amor
Não olhe
Não toque
Não se queixe
Fora o que escolheste
Não há como falar o que não foi dito
Não há como trazer o segundo perdido
Nada que faça trará novamente
O desejo, a alegria, a carícia que se faz sentida
Seu ser não se vangloriará do meu amor
Não há nele nada mais do que pudor
Veja, por entre meus olhos
Apenas o que restou
Fite-os antes que se fechem
Por que eles não mais se abriram à você
E quando cerrados nada mais poderão te dizer.
Sente o que senti
Olha o que ainda há aqui
Perceba o vazio que eles escondem
Era o espaço habitavas
Conheça-os antes de findos
Ao menos tenha ciência de que eles por você sorriram
E entende que se cerram por que
Simplesmente
Tarde demais os seus retribuíram
10 outubro 2011
Ausência
| Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada |
Pseudo-Atlântida
Quando assim narrada
A grande peróla da civilização
Atlânte, andante, afundante
Crescida, próspera e cinctilante
Os grandes te cantaram
Sobre ti se prostaram
Contanto, somente Platão te entende
Ele por ti philosofou, com o primeiro espirito da metafisica
Talvez apenas por ela te explica
Sendo assim de uma finda pericia
-Para estudar os limites do perfeito
Será então que era tu representante da busca pela iluminação
Será então que por isto vagas como iluminate
Como Gran da linha da perfeição
Ciscundando nossas mentes pouco sãs...
Atlânt - tida...
Es então apenas e somente luz da memória platônica,
tanto no amor quanto na pesquisa antagônica
Que permanece buscando
Aquilo que na verdade
Há de existir dentro do ser humano
09 outubro 2011
Liberdade
Minh'alma suscita calor
Respira vapor
E dorme pelo ardor
Se ergue de fronte a teu ser
Mas recolhe-se ao simples sabor de tua ambição
Que predomina na minha sensação não antes sentida
Submissa a encantos do teu querer
Me completo a teu ser
Tornando-me possuidora do teu pesar
a clamar...
E passo a ser integrante
Que sente teus desejos, alegrias e chora por tuas tristezas.
Boba porém ileza... bem mais que você com suas fraquezas
Não me prenda amor, com sua grandeza
Não és forte para me manteres presa
Quando percebo-me dominada
Liberto-me do complexo jogo de sentimento insuportáveis
Do outro lado da guerra está quem vulgo ser ela... outra de mim
Que julgo ser cega
Que, já rendida a seus caprichos, não te deixa
Mas a fito friamente até que esta derepente
Perceba que por ser falha precisa que a guie...
e volta arguindo de raiva, mas presa a quem então se liberta!
Respira vapor
E dorme pelo ardor
Se ergue de fronte a teu ser
Mas recolhe-se ao simples sabor de tua ambição
Que predomina na minha sensação não antes sentida
Submissa a encantos do teu querer
Me completo a teu ser
Tornando-me possuidora do teu pesar
a clamar...
E passo a ser integrante
Que sente teus desejos, alegrias e chora por tuas tristezas.
Boba porém ileza... bem mais que você com suas fraquezas
Não me prenda amor, com sua grandeza
Não és forte para me manteres presa
Quando percebo-me dominada
Liberto-me do complexo jogo de sentimento insuportáveis
Do outro lado da guerra está quem vulgo ser ela... outra de mim
Que julgo ser cega
Que, já rendida a seus caprichos, não te deixa
Mas a fito friamente até que esta derepente
Perceba que por ser falha precisa que a guie...
e volta arguindo de raiva, mas presa a quem então se liberta!
Citando e parafraseando
"Nem todo lábio molhado dará o mesmo prazer, depois de tudo... Não mais."( K. Klaus)
Me deixe viver minha loucura.....
Pois com você foi diferente, por que não será para sempre?
Pois sim... é fim!
Me deixe viver minha loucura.....
Pois com você foi diferente, por que não será para sempre?
Pois sim... é fim!
N(AMOR)ADA // F. Pereira Nóbrega\\
Cessem os ruídos das máquinas, os estampidos das armas,neste século da tecnologia, para um dia se falar de amor. Hoje quero romantismo "Quero de volta a primeira estrela que vier para enfeitar a noite de meu bem". Foi pelas estrelas mesmo que tudo começou. Esse piscar de olhos dentro da noite universal! E a mesma resposta da outra estrela defronte! E cada um em sua órbita, na dança que hoje as aves repetem quando desejam o amor.
Uma força uniu o pó das galáxias, e o universo aconteceu. A mesma força casou prótons e nêutrons no coração dos átomos. Ela mesma casou átomos em moléculas, e estas em células. A mesma força que no mundo faz as pedras unidas - o amor.
Ao sopro do vento o pólen casa as flores. E no embalo de gorjeio, as aves se casam também. Desde as origens da vida, todo ser espera o primeiro carinho para poder existir. É o amor precedendo a existência. Quem de algum modo não foi desejado, não conseguiu nascer. E daí em diante toda a vida é encontro, desde o do esperma e do óvulo na fecundação. Do amor-encontro surge a mãe gestante, o primeiro berço da vida. Ela é toda inteira uma canção de ninar, para um sono de nove meses.
A gente pensa que primeiro existe e depois é amado. Primeiro ama e depois tem saudade. Já disse que o amor precede a existência. E a saudade precede o amor. A gente já nasce inimiga da solidão, com vontade de um encontro, com saudade de quem nunca viu. Fizemos telefones e correios para encurtar as distâncias, repetindo a façanha das estrelas flertando no correio de anos-luz. E foi por essa saudade congênita que fizemos estradas também. Toda estrela parece que espera por alguém que nunca vem.
Adolescentes de todas as idades, aprendam uma vez mais que nem o noivado, nem o casamento são mais importantes que o namoro. Case quando quiser, mas namore a vida inteira. Nada mais fúnebre do que o casamento dos que não se namoram mais. Se a gente tira o amor da namorada, o que é que fica? Nada! exatamente como se escreve: n(amor)ada.
Uma força uniu o pó das galáxias, e o universo aconteceu. A mesma força casou prótons e nêutrons no coração dos átomos. Ela mesma casou átomos em moléculas, e estas em células. A mesma força que no mundo faz as pedras unidas - o amor.
Ao sopro do vento o pólen casa as flores. E no embalo de gorjeio, as aves se casam também. Desde as origens da vida, todo ser espera o primeiro carinho para poder existir. É o amor precedendo a existência. Quem de algum modo não foi desejado, não conseguiu nascer. E daí em diante toda a vida é encontro, desde o do esperma e do óvulo na fecundação. Do amor-encontro surge a mãe gestante, o primeiro berço da vida. Ela é toda inteira uma canção de ninar, para um sono de nove meses.
A gente pensa que primeiro existe e depois é amado. Primeiro ama e depois tem saudade. Já disse que o amor precede a existência. E a saudade precede o amor. A gente já nasce inimiga da solidão, com vontade de um encontro, com saudade de quem nunca viu. Fizemos telefones e correios para encurtar as distâncias, repetindo a façanha das estrelas flertando no correio de anos-luz. E foi por essa saudade congênita que fizemos estradas também. Toda estrela parece que espera por alguém que nunca vem.
Adolescentes de todas as idades, aprendam uma vez mais que nem o noivado, nem o casamento são mais importantes que o namoro. Case quando quiser, mas namore a vida inteira. Nada mais fúnebre do que o casamento dos que não se namoram mais. Se a gente tira o amor da namorada, o que é que fica? Nada! exatamente como se escreve: n(amor)ada.
Encurte
O caminho da felicidade é longo...
Mas acho que encontrei um atalho.
É que tem gente que faz ser tão mais facil ser feliz!
Mas acho que encontrei um atalho.
É que tem gente que faz ser tão mais facil ser feliz!
Se vá depressa
Finja que ame
Ame e finja que não
Sorria na ausência da lágrima
Chore por que não pode sorrir
Deseje aquilo que não tem
Tema o que possui
possua o que não é seu
Tome o que lhe pertence
Tome esta forma de ser gente
Grite, quando pensar que mente
Mas se esconda na frente de quem ousar se o que você nem de loge é
... Gente!
Ame e finja que não
Sorria na ausência da lágrima
Chore por que não pode sorrir
Deseje aquilo que não tem
Tema o que possui
possua o que não é seu
Tome o que lhe pertence
Tome esta forma de ser gente
Grite, quando pensar que mente
Mas se esconda na frente de quem ousar se o que você nem de loge é
... Gente!
Queria eu saber o que há no teu pensamento neste momento
Se há mais alegrias ou talvez lamentos
Desbravar na tua mente o que pensou
Ver o que se passa por esta janela
Que me leva a você
Que me separa de você
Que me mostra você
Mas que esta entre você
Tudo tem um propósito nesta vida
Assim diz a mensagem que se finda
Tudo talvez não tenha passado de alegria
Não posso mais desperdiçar esta vida
Ou levar tudo assim
De partida
Somos mais do que simples atores
Somos aqueles que criamos o fim
Não posso ficar esperando que a vida decida por mim
Meu coraçã palpita
Mais não vou continuar a me esconder no sorrir!
Se há mais alegrias ou talvez lamentos
Desbravar na tua mente o que pensou
Ver o que se passa por esta janela
Que me leva a você
Que me separa de você
Que me mostra você
Mas que esta entre você
Tudo tem um propósito nesta vida
Assim diz a mensagem que se finda
Tudo talvez não tenha passado de alegria
Não posso mais desperdiçar esta vida
Ou levar tudo assim
De partida
Somos mais do que simples atores
Somos aqueles que criamos o fim
Não posso ficar esperando que a vida decida por mim
Meu coraçã palpita
Mais não vou continuar a me esconder no sorrir!
Luz do efêmero
Por mais que sonhemos alto, a vida passa de forma efêmera, e muitas vezes estes sonhos escorrem por entre os dedos e nós simplesmente não mais nos reconhecemos, procuramos no desejo uma forma de cultivar a alma, e esta não mais se revela dentro daquele contexto.
Não dá para se certificar que seremos fortes a ponto de desejar forte, e de reconhecer a vida quando um desejo se dissolve.
A questão é que configuramos nossa existencia nos signos que acreditamos sermos nós.
Entretanto eles muitas vezes, não assumem dentro das obrigações corriqueiras o lugar devido e nós criamos um ser imposto.Não mais nós mesmos
As vezes os penssmentos estão voltados ao futuro com tanta intensidade que simplesmente não somos capazes de vislumbrar o agora, o que impede de saber quem seremos amanhã se não nos encontramos no hoje.
Nos perdemos em um mundo de sonhos, apenas sonhos, impresisos e futuros... atropelamos a oportunidade de viver assim um desejo presente.
Não dá para se certificar que seremos fortes a ponto de desejar forte, e de reconhecer a vida quando um desejo se dissolve.
A questão é que configuramos nossa existencia nos signos que acreditamos sermos nós.
Entretanto eles muitas vezes, não assumem dentro das obrigações corriqueiras o lugar devido e nós criamos um ser imposto.Não mais nós mesmos
As vezes os penssmentos estão voltados ao futuro com tanta intensidade que simplesmente não somos capazes de vislumbrar o agora, o que impede de saber quem seremos amanhã se não nos encontramos no hoje.
Nos perdemos em um mundo de sonhos, apenas sonhos, impresisos e futuros... atropelamos a oportunidade de viver assim um desejo presente.
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